Pelo curto brasileiro

 

Sobre o Pêlo Curto Brasileiro®

Pêlo Curto Brasileiro – Orgulho Nacional

Confira as informações sobre o Pêlo Curto Brasileiro, único gato nacional reconhecido por federações de todo o mundo

Brincalhão, esperto e dócil. E não é que o tal “jeitinho brasileiro” também se encaixa na personalidade dessa raça? Frutos de uma seleção nacional de gatos meio urbanos sem pedigree, são muito resistentes a doenças e por isso atraem os criadores. Conheça algumas características especiais desse gato.

O Pêlo Curto Brasileiro é uma raça nova, com 14 anos de existência, e foi desenvolvido a partir de animais do­mésticos sem pedigree. O responsável pela idealização da raça foi Paulo Ruschi, juiz internacional e vice-pre­sidente da WCF – World Cat Federation – que vem divul­gando o Pêlo curto Brasileiro em todos os países onde é convidado a julgar. Em 1998, a raça foi internacional­mente aprovada pela WCE

A primeira criadora a exportar exemplares da raça foi Sylvia Roriz, do Gatil Syarte. Ela faz questão de dis­seminar um trabalho sério e possui excelentes gatos. “Eu, como criadora, cito o Pêlo Curto Brasileiro como uma raça que te conquista pelo seu modo de ser. É um gato bonito, muito companheiro, com uma docilidade excepcional, brincalhão e sempre atento a tudo que aGontece, convive extremamente bem com meus cães e com meu coelho. E muito difícil não se apaixonar por eles, e não é a toa que cada dia faz mais sucesso”, afir­ma Sylvia, orgulhosa.

Comportamento

Como ele se comporta em casa?

As características da raça junto ao dom de lidar com os ,animais uniram o útil ao agradável. A criadora Sylvia Roriz conseguiu criar, em sua casa, um ambiente perfeito e har­monioso. Seus gatos são obedientes, muito carinhosos, interagem co!J1 a farnília, gostam de dormirem juntos e to­dos vêm recepcionar as pessoas que chegam em casa.

Vai ser arredio com estranhos?

O Pêlo Curto Brasileiro é muito dócil com estranhos, amigo.e se dá bem com todos. “Só o dono pode mudar esse comportamento. Uma pessoa agressiva tem gran­des chances de ter um gato da mesma forma”, afirma Sylvia. Eles chegam perto das visitas, pulam no colo, se enlaçam nas pernas e trocam afagos e carinhos.

Ele vai se dar bem com meus filhos?

o relacionamento do Pêlo Curto Brasileiro com cria[Jças geralmente é tranqüilo, porém, cada gato tem uma personalidade. A criadora conta o caso de uma no­rueguesa que colocou a filha recém nascida para dormir ;COfll um exemplar da raça. “O gatinho virou ajudante:

DICA: Assim que o filhote sai do gatil, tem um período de baixa imunidade, que dura, em média, duas semanas. Durante este tempo, fique atento nos sinais de algumas doenças comuns, como micoses e sarnas de ouvido. Para qualquer dúvida, tenha um veterinário de confiança à disposição, para que você tenha um gato saudável e exercite a posse responsável, dever de todo dono consciente!

avisava quando o bebê acordava e ficava sempre por perto, protegendo o filho”, relata.

Se dá bem com outros gatos?

A sociabilidade e facilidade de conviver em grupo da raça são notáveis. No momento da entrevista, a criadora estava rodeada por eles. Um se enroscando em suas pernas, outro no colo, os mais preguiçosos deitados no sofá, um na janela atrás dela e até um com “hábito de papagaio”, conforme ela mesmo brinca, sentado em seu ombro. São muito unidos e raramente brigam. Logicamente, há exceções, como perío­do de cio, onde é importante separa-Ios por sexo.

Como é a convivência com outras espécies?

Para se ter uma idéia da docilidade da raça, Sylvia afirma que já chegou até a colocar um filhote de “ro­linha” para se aquecer na barriga de um de seus mas­cotes. Raras vezes, quando ambos iam brincar, Sylvia ordenava “sem garra!”, e o bichano colocava a patinha na barriga do pássaro sem machucar. “A raça é inteli­gentíssima, mas tudo depende da criação”, afirma.

Ele vai me obedecer?

A convivência também a ensinou a entender a lin­guagem do gato através do miado e expressões cor­porais, assim como eles a entendem. “As vezes eu não preciso nem falar. Eu só penso e eles entendem o que eu quero dizer. Acho que a minha expressão diz tudo”, afirma Sylvia. Segundo ela, é importante que os gatos saibam seus limites e respeitem o dono. Quando tem uma atitude errada, ela diz um “NÃO” categórico, firme. ~ gato é como uma criança e faz testes todo o tempo para saber quais são os seus limites”, explica.

É muito bagunceiro?

o Pêlo Curto Brasileiro tem personalidade tranqüila, porém é ativo. Gosta muito de brincar com bolinhas de papel e tampinhas plásticas de garrafa, principalmente quando filhote. Sua anatomia é própria para que possa subir em lugares altos, correr e pular. Pode-se dizer que é um meio termo: nem tão calmo quanto um Persa, nem tão ativo quanto um ciamês.

Condições ideais

Sylvia Roriz prefere que o Pêlo Curto Brasileiro viva em apartamentos e sua opinião está ligada à posse responsá­vel. “É mais fácil criá-lo em locais menores, onde se tenha controle de onde ele está”, explica. Casas facilitam possí­veis fugas e é importante que o gato não tenha como sair. Portanto, prepare-se: quem quer um exemplar da raça em casa, deve cercar as áreas abertas com uma tela. Princi­palmente hoje, que os gatos vivem dentro de casa, não sabem como se defender nas ruas. Até para quem vai pas­sear com o bicha no pode utilizar uma coleira tipo peitoral com guia. Você é responsável pelo bem-estar do seu pet!

Cuidados especiais

Mesmo sendo pêlo curto, é necessário realizar escovação diária e os cuidados básicos de higiene. Banhos semanais ou ocasionais especializados em estética felina”, diz. E Sylvia alerta: mesmo que o banho seja dado no pet shop, é importante le­var toalha, cortador de unha, pentes e escovas exclusivos do seu pet, para que evitar transmissão de doenças. Geralmen­ te, a raça troca de pelagem duas vezes por ano.

Alimentação

Além da ração comum, uma dica de Sylvia Roriz é dar ração úmida pelo menos uma vez por dia. “O gato é um animal do deserto. Muitas vezes não bebe água e o alimento úmido ajuda na hidratação”, explica. Os gatos da criadora não apresentam nenhum problema renal, doença comum da espécie, e esse é um segredo que ajuda muito a manter a saúde.

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Fonte: CFB – Confederação de Felinos do Brasil